sexta-feira, 23 de março de 2012

Gases do efeito estufa


Como surgiu o chamado efeito estufa? Este grave problema ambiental é uma resposta ao aumento do índice de gás carbônico (CO2) lançado na atmosfera. Este poluente é um subproduto da queima incompleta de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.).

Por que este indesejado efeito se agravou ao longo dos anos? A única maneira de retirar este gás nocivo de nosso meio é através da
fotossíntese, e como nas últimas décadas a devastação das florestas se intensificou, o nível de CO2 só tende a aumentar daqui para frente.

Como se não bastasse o corte ilegal de árvores, surge outro agravante do problema, as queimadas. A queima de extensas áreas verdes lança no ar mais gases causadores do efeito estufa, esta ação é responsável pelo acréscimo de 30 % da quantidade de CO
2 na atmosfera.

E por que a presença de CO
2 faz aumentar a temperatura do planeta? Observe a ilustração abaixo:

A Terra recebe todos os dias a radiação (energia) proveniente do Sol. Parte dessa energia é absorvida pela superfície terrestre e outra parte é refletida na forma de radiação infravermelha. As camadas de gás poluente (CO2) acumuladas formam uma espécie de barreira e, com isso, parte da radiação infravermelha volta para a superfície, causando o aumento da temperatura na Terra.

Pela ilustração podemos acompanhar que, se não houvesse a presença da camada de gases, a radiação infravermelha poderia escapar livremente para o topo da atmosfera (indicado pela seta – cor rosa). Com isso, somente a energia desejável e suficiente para nos aquecer seria absorvida pela superfície. A forte incidência de radiação faz com que a temperatura do planeta se eleve gradativamente a cada ano, é uma verdadeira sensação de estar em “estufas
aquecidas”.

 Líria Alves

Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

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Usinas nucleares no combate ao efeito estufa

quinta-feira, 15 de março de 2012

Jovens Talentos para a Ciência abre seleção para alunos do Superior 

Os estudantes ingressantes de qualquer curso superior do IFPB podem se inscrever para concorrer a uma bolsa do Programa Jovens Talentos para a Ciência. A iniciativa foi recém-lançada pelo Governo Federal e pretende incentivar a iniciação científica nos novatos do Ensino Superior. O responsável no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba é o diretor de Pesquisa, Aleksandro Guedes de Lima. Ele informou que os estudantes ingressantes devem procurar a coordenação de seu curso para efetuar a inscrição.
Os coordenadores estão sendo cadastrados pelo diretor para poder ter acesso ao sistema da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) relativo ao Programa Jovens Talentos para a Ciência. Além da Capes, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é quem está à frente do programa, voltado para os Institutos e as Universidades Federais.
Segundo Aleksandro Guedes de Lima, da Pró-reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (PRPIPG) do IFPB, podem se inscrever estudantes de qualquer curso superior, seja tecnológico, bacharelado ou licenciatura. Mas, conforme o documento da Capes, é preciso ser ingressante no curso superior nesse ano. A inscrição deve ser feita até 23 de março. Os inscritos farão uma prova de múltipla escolha, sobre conhecimentos gerais, no dia 29 de abril. “Todos os estudantes deverão vir para a Capital do estado para fazer a prova”, adiantou o professor Aleksandro.
As primeiras bolsas serão implantadas em agosto e terão duração de 12 meses. O valor é de R$ 360 e a previsão da Capes e do CNPq é que 6.000 bolsas serão implantadas esse ano, com investimento de R$ 30 milhões do Governo Federal. A nota da prova de seleção do teste pode ser utilizada para futuras classificações no Programa Ciência sem Fronteiras, intercâmbio internacional criado nesse ano.
Segundo Aleksandro, não é possível precisar quantas bolsas serão destinadas ao IFPB porque um dos critérios dos órgãos de fomento é que a quantidade seja proporcional ao número de inscritos. “Por isso, esperamos ter muitas inscrições para termos direito a mais bolsas para nossos alunos”, frisou o docente.
O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, destacou que o objetivo do Programa é inserir precocemente os estudantes no meio científico, com base na valorização que instituições estrangeiras concedem a seus alunos, o que foi verificado a partir das visitas por conta do Ciência sem Fronteiras.
Em suas declarações, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, ressalta que o estudante bolsista precisa desenvolver um padrão de excelência para continuar no Programa Jovens Talentos para a Ciência, se engajando em atividades de pesquisa, seminários, com desempenho acadêmico relevante nas notas do curso. Mais informações sobre o programa, nos sites www.capes.gov.br ou www.cnpq.br

Texto: Ana Carolina Abiahy – jornalista do IFPB (também com dados da Capes)
Imagem: Portal da Capes

 

terça-feira, 13 de março de 2012

Brasil está protegido contra efeitos da tempestade solar

Os Cientistas explicam..

Esta semana, o sol mostrou que é capaz de produzir muito mais que calor e marcas de biquíni! Lançou no espaço labaredas gigantes que deixaram o mundo em alerta! São as tempestades solares que, segundo cientistas, podem provocar um caos tecnológico na Terra.

Fonte de luz, calor e tempestades? Desde segunda (5), três explosões na superfície do Sol provocaram a maior tempestade solar dos últimos cinco anos. Muita gente viu o que Galileu Galilei descobriu, 400 anos atrás, em um instrumento inventado por ele.

“Foi o primeiro que projetou a imagem da superfície do Sol e percebeu que ele não era uma esfera perfeita, ele tinha manchas”, explica o astrônomo Victor D’ávila.

Essas manchas aparecem a cada 11 anos e sempre trazem problemas para a Terra. “São grandes concentrações de campos magnéticos”, acrescenta.

Hoje podemos observar esses imensos campos magnéticos em funcionamento, visíveis apenas aos telescópios que captam os raios ultravioleta. Nessa incrível massa fervendo a 6.000°C, a atividade é violenta. É por essas manchas que o excesso de energia é liberado – gases ainda mais quentes que o próprio Sol rompem a atmosfera da estrela e mandam labaredas de milhares de quilômetros de altura.

Assim, bilhões de toneladas de partículas radioativas são lançadas no espaço. Muitas vezes, a Terra está no caminho, como aconteceu esta semana. As partículas viajaram a 1,6 mil quilômetros por segundo e levaram 48 horas para atingir a Terra. Desta vez causaram poucos transtornos e um grande espetáculo de aurora boreal bem no norte do planeta.

Mas os cientistas acreditam que este período solar, que acaba de começar e vai até o ano que vem, será surpreendente. “Agora ele já saiu daquela fraca atividade e está em um nível acima do que será previsto”, afirma o astrônomo Eugênio Reis.

Ficamos de olho no Sol, porque tudo o que acontece lá tem reflexos que começam já na órbita da Terra. Os astronautas ficam vulneráveis a uma perigosa emissão de raios-X.

“Quando ocorre uma tempestade solar, eles procuram uma região da espaçonave especialmente desenhada para dar uma proteção maior”, diz explica Eugênio.

A tempestade solar interfere no nosso campo magnético. Isso pode fazer o lixo espacial entrar na nossa atmosfera, de volta à Terra como estrelas cadentes. Além disso, altera a velocidade dos satélites. Os sistemas de navegação, que dependem deles, perdem a precisão.

Dos satélites dependem também as comunicações. É isso que preocupa os cientistas. Esta temporada de tempestades solares poderosas é também a primeira da era da informação. Como vão reagir os bilhões de celulares do planeta? E os computadores? Resistirão a essas descargas magnéticas?

Quase tudo hoje funciona com a ajuda dos computadores, do controle aéreo às transações bancárias. Mesmo os aviões têm seus equipamentos vulneráveis a ondas magnéticas. Por isso, desligamos os celulares ao embarcar. Como os pólos da Terra atraem as tempestades magnéticas, voos que passam por estes pontos podem ficar sem rádio. Aumenta o risco de apagões, porque as partículas podem queimar linhas de transmissão. Mas o Brasil também nessa hora é abençoado.


“Ele é especialmente protegido. É muito vantajoso o fato de estarmos próximo aos trópicos, o Equador”, aponta Eugênio.



Longe dos pólos, nosso país está praticamente blindado. Não há motivo para ter medo do Sol. A atmosfera terrestre bloqueia a entrada dos raios-X. Contra todos os outros, filtro solar!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Os Primordios da Química

História da Química
Química
A história da química está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do homem, já que abarca todas as transformações de matérias e as teorias correspondentes. Com frequência a história da química se relaciona intimamente com a história dos químicos e — segundo a nacionalidade ou tendência política do autor — ressalta em maior ou menor medida os sucessos alcançados num determinado campo ou por uma determinada nação.
A ciência química surge no século XVII a partir dos estudos de alquimia populares entre muitos dos cientistas da época. Considera-se que os princípios básicos da química se recolhem pela primeira vez na obra do cientista britânico Robert Boyle: The Sceptical Chymist (1661). A química, como tal, começa a ser explorada um século mais tarde com os trabalhos do francês Antoine Lavoisier e as suas descobertas em relação ao oxigênio, à lei da conservação da massa e à refutação da teoria do flogisto como teoria da combustão.

Primeiros avanços da química
 O princípio do domínio da química (que para alguns antropólogos coincide com o princípio do homem moderno) é o domínio do fogo. Há indícios de que faz mais de 500.000 anos, em tempos do Homo erectus, algumas tribos conseguiram este sucesso que ainda hoje é uma das tecnologias mais importantes. Não só dava luz e calor na noite, como ajudava a proteger-se contra os animais selvagens. Também permitia a preparação de comida cozida. Esta continha menos microorganismos patogênicos e era mais facilmente digerida. Assim, baixava-se a mortalidade e melhoravam as condições gerais de vida.
O fogo também permitia conservar melhor a comida e especialmente a carne e os peixes secando-os e defumando-os.
Desde este momento teve uma relação intensa entre as cozinhas e os primeiros laboratórios químicos até o ponto que a pólvora negra foi descoberta por uns cozinheiros chineses.
Finalmente, foram imprescindíveis para o futuro desenvolvimento da metalurgia materiais como a cerâmica e o vidro, além da maioria dos processos químicos.

A química como ciência
O Alquimista, de Pietro LonghiO filósofo grego Aristóteles pensava que as substâncias estavam formadas por quatro elementos: terra, vento, água e fogo. Paralelamente, discorria outra teoria, o atomismo, que postulava que a matéria estava formada por átomos, partículas indivisíveis que se podiam considerar a unidade mínima da matéria. Esta teoria, proposta pelo filósofo grego Demócrito de Abdera não foi popular na cultura ocidental dado o peso das obras de Aristóteles em Europa. No entanto, tinha seguidores (entre eles Lucrécio) e a idéia ficou presente até o princípio da Idade Moderna.
Entre os séculos III a.C. e o século XVI d.C a química estava dominada pela alquimia. O objetivo de investigação mais conhecido da alquimia era a procura da pedra filosofal, um método hipotético capaz de transformar os metais em ouro. Na investigação alquímica desenvolveram-se novos produtos químicos e métodos para a separação de elementos químicos. Deste modo foram-se assentando os pilares básicos para o desenvolvimento de uma futura química experimental.

Antoine Lavoisier é considerado o pai da química modernaA química, como é concebida actualmente, começa a desenvolver-se entre os séculos XVI e XVII. Nesta época estudou-se o comportamento e propriedades dos gáses estabelecendo-se técnicas de medição. Pouco a pouco foi-se desenvolvendo e refinando o conceito de elemento como uma substância elementar que não podia ser descomposto em outras. Também esta época desenvolveu-se a teoria do flogisto para explicar os processos de combustão.
Por volta do século XVIII a química adquire definitivamente as características de uma ciência experimental. Desenvolvem-se métodos de medição cuidadosos que permitem um melhor conhecimento de alguns fenômenos, como o da combustão da matéria, descobrindo Antoine Lavoisier o oxigênio e assentando finalmente os pilares fundamentais da química moderna.

O vitalismo e o começo da química orgânica
  Friedrich WöhlerTão cedo se compreendessem os princípios da combustão, outro debate de grande importância apoderou-se da química: o vitalismo e a distinção essencial entre a matéria orgânica e inorgânica. Esta teoria assumia que a matéria orgânica só podia ser produzida pelos seres vivos atribuindo este facto a uma vis vitalis (força ou energia vital) inerente na própria vida. A base desta teoria era a dificuldade de obter matéria orgânica a partir de precursores inorgânicos.
Este debate foi revolucionado quando Friedrich Wöhler descobriu acidentalmente como se podia sintetizar a ureia a partir do cianato de amónio, em 1828, mostrando que a matéria orgânica podia criar-se de maneira química. No entanto, ainda hoje se mantém a classificação em química orgânica e inorgânica, ocupando-se a primeira essencialmente dos compostos do carbono e a segunda dos compostos dos demais elementos.
Os motores para o desenvolvimento da química orgânica eram, no princípio, a curiosidade sobre os produtos presentes nos seres vivos (provavelmente com a esperança de encontrar novos fármacos) e a síntese dos corantes ou tinturas. A última surgiu depois da descoberta da anilina por Runge e a primeira síntese de um corante artificial por Perkin.
Depois adicionaram-se os novos materiais como os plásticos, os adesivos, os cristais líquidos, os fitossanitários, etc.
Até à Segunda Guerra Mundial a principal matéria-prima da indústria química orgânica era o carvão, dada a grande importância da Europa no desenvolvimento desta parte da ciência e o facto de que em Europa não há grandes jazigos de alternativas como o petróleo.
Com o final da segunda guerra mundial e o crescente peso dos Estados Unidos no sector químico, a química orgânica clássica se converte cada vez mais na petroquímica que conhecemos hoje. Uma das principais razões era a maior facilidade de transformação e a grande variedade de produtos derivados do petróleo.

A tabela periódica e a descoberta dos elementos químicos
 Retrato de Dmitri Mendeleyev por Ilya RepinEm 1860, os cientistas já tinham descoberto mais de 60 elementos químicos diferentes e tinham determinado sua massa atômica. Notaram que alguns elementos tinham propriedades químicas similares pelo que deram um nome a cada grupo de elementos parecidos.
Em 1829, o químico J. W. Döbenreiner organizou um sistema de classificação de elementos no qual estes agrupavam-se em grupos de três denominados tríades. As propriedades químicas dos elementos de uma tríade eram similares e suas propriedades físicas variavam de maneira ordenada com sua massa atômica.
Alguns anos mais tarde, o químico russo Dmitri Ivanovich Mendeleyev desenvolveu uma tabela periódica dos elementos segundo a ordem crescente das suas massas atômicas. Dispôs os elementos em colunas verticais começando pelos mais levianos e, quando chegava a um elemento que tinha propriedades semelhantes às de outro elemento, começava outra coluna. Em pouco tempo Mendeleiev aperfeiçoou a sua tabela acomodando os elementos em filas horizontais.
O seu sistema permitiu-lhe predizer com bastante exatidão as propriedades de elementos não descobertos até o momento. A grande semelhança do germânio com o elemento previsto por Mendeleyev conseguiu finalmente a aceitação geral deste sistema de ordenação que ainda hoje segue-se aplicando.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

As Ciências

Ciências Sociais Aplicadas

O homem e o espaço, infinitas possibilidades

Necessidades e conseqüências da vida na sociedade são tarefas prioritárias para quem pretende trilhar pelo caminho das Ciências Sociais Aplicadas.

Maria Fernanda Cinini

Uma simples palavra, um gesto isolado ou um amontoado de números só ganham sentido se, por trás deles, estiver o desejo humano de modificar e interagir com o meio social. Ações que para alguns são realizadas de forma natural, como um simples hábito cotidiano, tornam-se, para outros, preciosas matérias-primas de trabalho e pesquisa. E com mais de 180 milhões de brasileiros se relacionando a todo momento para transformar e (re)criar o espaço, campo para estudos é o que não falta na área de conhecimento das Ciências Sociais Aplicadas.

Seja no ramo da economia, habitação, informação ou cultura, o interesse do homem é a base presente nas ementas dos currículos dos 14 cursos dessa área. Isso explica porque graduações aparentemente bem distantes, como Comunicação Social, Ciências Contábeis e Arquitetura, por exemplo, dividem o mesmo espaço dentro das Ciências Sociais Aplicadas. “Hoje, a Arquitetura se encaixa nessa área porque consegue resolver os problemas da sociedade relacionados à organização do espaço físico”, explica o coordenador do curso da UFMG Flávio de Lemos Carsalade.

Já os contabilistas se “preocupam com os números utilizados no cotidiano das pessoas”, completa o coordenador do curso de Ciências Contábeis, Geová José Madeira. Dessa forma, as questões sociais estão sempre em primeiro lugar e, por isso, desvendar as necessidades e conseqüências da vida na sociedade são tarefas prioritárias para quem pretende trilhar esse caminho de infinitas possibilidades.

Como um grande organismo vivo, as cidades não param de crescer e demandar novas sugestões e soluções para seus habitantes; por isso, a UFMG oferece novos cursos para atender necessidades da sociedade. Surgem, então, Arquivologia, Gestão Pública e Ciência do Estado e Governança Social.


Direito ou "profisão"

Direito e Deveres


Como os conflitos entre pessoas e até mesmo entre empresas sempre existem, é sempre bom ter e poder consultar um advogado, já que é ele que mediará os conflitos, na base de um julgamento.
O profissional precisa ter um bom senso crítico, capacidade de argumentação e comunicação para poder ser um excelente profissional.
No decorrer do seu curso, que tem duração de 5 anos, o profissional poderá partir para 2 áreas: a advocacia e a carreira jurídica.
Na advocacia, o profissional poderá trabalhar na arbitragem internacional, no direito civil, no direito administrativo, no direito ambiental, no direito comercial, no direito digital, no direito do consumidor, no direito contratual, no direito da propriedade intelectual, no direito penal ou criminal, no direito trabalhista e previdenciário e no direito tributário. Na carreira jurídica, o profissional poderá trabalhar com advocacia pública, na delegacia de polícia, na magistratura e no ministério público.

Salário Médio Inicial: R$ 1200,00

Melhores Universidades: UnB, UFMG, Unesp, USP, UFPR, UFSC 


A Geografia





O Desenolvimento da Geografia

Uma forte vocação humanista permeia toda a história da geografia, colocando o conteúdo científico que lhe é peculiar a serviço de maior justiça e reconhecimento para os povos. Essa conjunção de conhecimentos exatos e preocupação social fazem da carreira uma atividade intelectual por excelência, e abre diferentes perspectivas para o profissional colocá-la em prática.

O tradicional trabalho de lecionar para o ensino fundamental, médio e superior, ainda continua sendo o principal espaço para o profissional da geografia. Mas o geógrafo pode atuar também em empresas de pesquisas estatísticas ou em projetos de desenvolvimento urbano ou rural. Tudo depende da especialização que o estudante escolher. As opções incluem ainda a pesquisa sobre organização política e econômica das sociedades e, claro, a confecção de mapas, atividade que está intimamente ligada à própria palavra geografia.

Por ter sempre em perspectiva o homem e sua relação com o ambiente, a geografia traz em seu cerne uma chama questionadora. Tem sido assim desde o início, e encontra prova nas figuras que contribuíram para a organização dessa disciplina. Basta lembrar que um dos fundadores dessa ciência, o alemão Alexander von Humboldt, ao cruzar o Novo Mundo para mapeá-lo, no início do século 19, atraiu para si manifestações tão diferentes quanto esclarecedoras.

Simon Bolívar, herói da independência da América espanhola, afirmou que a contribuição de Humboldt à defesa da cultura pré-colombiana da região era inestimável. Por outro lado, a coroa portuguesa o proibiu de caminhar pela Amazônia brasileira, num gesto que, para Sérgio Buarque de Holanda, deixava claro o medo causado aos colonizadores pelas novas e consistentes idéias. Tudo porque, ao mesmo tempo em que estudava as feições do terreno, nascentes de rios, clima, vegetação e animais, Humboldt também documentava a arqueologia e a etnografia locais, traçando um painel histórico e social da região.

Os bons cursos superiores de geografia preservam esse espírito, com a bem-vinda ajuda das novas tecnologias. Abarcando as três áreas básicas, as escolas oferecem aulas de geografia geral, física e ciências humanas. Com o avançar do curso, o estudante parte para atividades de cartografia, climatologia, sensoriamento remoto, geologia, análises superficiais e trabalho de campo, para a descoberta de bacias hidrográficas e estudos ambientais. Quem quiser optar pelo magistério, é preciso fazer licenciatura. Para ser professor em faculdades, a pós-graduação é indispensável. A duração do período universitário é de, em média, quatro anos.

Depoimento de quem faz

A geografia apresentada na faculdade é bastante diferente daquela aprendida no colégio. Aqui estudamos antropologia, filosofia, correntes econômicas e filosóficas, e muitas outras disciplinas. O campo de atuação do geógrafo não se restringe a dar aulas, como muita gente pensa. Também podemos trabalhar com consultoria, estudando, por exemplo, o impacto ambiental de uma determinada obra. " Gleice Donini de Souza, 20 anos, aluna do 4° ano da USP